quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

UM PEQUENO ESBOÇO DO CURSO: EVANGELIZAÇÃO REFORMADA – INÍCIO EM MARÇO – 2009 D.C.

MATRÍCULAS ABERTAS PARA O CURSO TEOLÓGICO DO IBER - INSITUTO BÍBLICO DE EDUCAÇÃO REFORMADA : EVANGELIZAÇÃO REFORMADA COM O PROF. LUIS CAVALCANTE NA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL EM OSASCO - http://iber-ipo.blogspot.com – durante o mês de março - terça-feira das 20h às 22h – Fone da Secretaria do IBER – (11) 3682-3075 das 13h às 17h ou durante os cursos de terça-feira ou quinta-feira das 18h às 22 com a Secretária do IBER – Sra. Graça na Rua Rev. Paulo Lício Rizzo, 207 – Centro – Osasco – ao lado da Câmara Municipal de Osasco – Igreja Presbiteriana do Brasil em Osasco.


EVANGELIZAÇÃO REFORMADA

“O evangelho deve ser pregado com temor, humildade e tremor. Ele não apela para a sabedoria do homem...ele não invoca sentimentos pessoais...ou uma adaptação enganosa para o gosto do dia...Mas sim, invoca fidelidade absoluta às Escrituras; ele invoca o poder do Espírito Santo e Sua manifestação, de forma que a fé possa ser fundada sobre o único poder verdadeiro- o poder de Deus” - Pierre Marcel

CAPÍTULO I

CONCEITUANDO A EVANGELIZAÇÃO

A. O QUE É EVANGELIZAÇÃO ?

DEFINIÇÃO DE EVANGELISMO:

De acordo com esta definição do Congresso de Berlim verificamos:

1) A essência da mensagem: Proclamar o Evangelho – a pessoa de Cristo ( I Co 2:1-2 )
2) O alicerce: As Escrituras ( At 8:31-35 )
3) O propósito: persuadir pessoas á confiar em Deus ( I Co 2:1-5; II Co 5:18-20 )
4) Integração na igreja: Discipulado para crescimento ( Mc 16:15,16 ). A evangelização não exige apenas compromisso com Deus, mas também com a igreja.
5) Consumação: Volta de Cristo ( Hc 2:14; At 1:11 ). Estabelecimento pleno do Reino de Deus.

O que envolve a evangelização ?

I - EVANGELIZAR SIGNIFICA APRESENTAR UMA MENSAGEM CLARA E ESPECÍFICA.

“Antes de podermos aceitar as Boas-Novas a respeito de Jesus, precisamos aceitar as Más-Novas sobre nós mesmos ... sermões que adulam os pecadores jamais os salvam” - W.W.Wiersbe

II - EVANGELIZAR É SER REPRESENTANTE COMISSIONADO DO SENHOR JESUS.

CAPÍTULO II

O CONTEÚDO DA MENSAGEM EVANGELÍSTICA

Capítulo III

Pressupostos da Evangelização Reformada

1) A Universalidade do Pecado ( DEPRAVAÇÃO TOTAL)

2) A Graça Soberana de Deus ( ELEIÇÃO INCONDICIONAL )

3) A Obra Eficaz e Suficiente de Jesus ( EXPIAÇÃO LIMITADA )

4) A Operação Irresistível do Espírito Santo . ( GRAÇA IRRESISTÍVEL )

5) O Propósito de Deus em Salvar o Seu Povo (PERSEVERANÇA DOS SANTOS)

6) A Inspiração e autoridade da Escritura.:

A Confissão de Fé de Westminster declara a autoridade da Escritura:

A autoridade da Escritura Sagrada, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus (a mesma verdade) que é o seu autor; tem, portanto, de ser recebida, porque é a palavra de Deus. (Ref. II Tim. 3:16; I João 5:9, I Tess. 2:13.)

7) A Obediência ao Mandato de Jesus. "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" (Mc. 16.15)

III. OS MOTIVOS PARA MISSÕES

VI. OBSTÁCULOS PARA O CRESCIMENTO DE IGREJAS URBANAS

1. Diabo.
2. A Relativização de absolutos
3. Ausência de credibilidade da Igreja
4. A perda da linguagem comum
5. Reação de Condenação
6. Isolamento
7. Separação
8. Paganismo
9. A insegurança urbana
10.Ativismo
11. Medo de testemunhar
12. Não saber como comunicar o evangelho
13. Falta de confiança

XIII. ESTRATÉGIAS DE EVANGELIZAÇÃO URBANA

VII. OITO DECISÕES PARA A IGREJA NO CONTEXTO URBANO:

VIII. PRINCÍPIOS RELEVANTES PARA FAZER MISSÕES E EVANGELISMO EM UM CONTEXTO URBANO

XII. PASTOREANDO A CIDADE (POR UMA CIDADE REFORMADA)

CAPÍTULO VI - A SOBERANA ELEIÇÃO DE DEUS E A EVANGELIZAÇÃO

1. A Amorosa Soberania da Eleição
2. A Eleição Requer Evangelização
3. A Preterição e o Oferecimento do Evangelho
4. A Apresentação da Eleição aos Não Salvos

Curso de Evangelismo Explosivo

Bibliografia:

1. Jerram Barrs, A Essência da Evangelização. São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã. 2004.
2. Ariovaldo Ramos, Ação da Igreja na Cidade, Ed. Sepal, SP-SP, 1995.
3. R.B. Kuiper. Evangelização Teocêntrica. São Paulo, SP: Editora PES. 1976
4. Gilson Carlos de S. Santos, Fidelidade na Evagelização, Fé para Hoje (periódico
5. J.I.Packer, Evangelização e Soberania de Deus, Vida Nova
6. Joseph Alleine, Um guia seguro para o céu, Ed. Vida Nova, SP-SP, 1977.
7. Joseph C Aldrich., Amizade - a chave para a Evangelização, Ed. Vida Nova, São Paulo
8. Lausane, Evangelização e Resposnabilidade Social.
9. Michael Green, Evangelização na Igreja Primitiva, Vida Nova
10. Owen Thomas, 4 Dimensões da Evangelização, Pes
11. Ravi Zacarias, Evangelismo e o Novo Milênio (barreiras da mente e anseios do coração) – Artigo.
12. Russel Shedd, Fundamentos Bíblicos da Evangelização, Vida Nova
13. Spurgeon, C.H., O Conquistador de Almas, P.E.S. Editoras, SP-SP, 1978.
14. William Smith & Solano Portela, Fazendo a Igreja Crescer, Os Puritanos
15. Charles Van Engen , Povo Missionário, Povo de Deus, Vida Nova
16. Horton, Michael, Religião de Poder, Ed. Cultura Cristã ( São Paulo: 1998 )
17. Maia, Herminstein, Breve Teologia da Evangelização , Ed. PES

sábado, 21 de fevereiro de 2009

CALVINO E A EDUCAÇÃO

CALVINO E A EDUCAÇÃO

Verdade e Pluralidade - Introdução

Todos os que chegam à Universidade a cada ano logo se apercebem da pluralidade de entendimentos, concepções e valores que marcam o ambiente universitário. Embora a diversidade esteja presente em sua vida muito antes de se tornar um universitário, é aqui na Academia que o estudante sentirá mais de perto a sua força.

A pluralidade é um dos conceitos ícones da nossa geração, uma das marcas da moderna Universidade. Como tal, requer a nossa atenção, especialmente pelo fato de sermos uma Universidade confessional. Ainda que a pluralidade seja considerada como um dos postulados mais bem estabelecidos da nossa era, é saudável refletirmos sobre sua natureza, efeitos e desafios.

1) Pluralidade na Universidade

Embora o ensino superior exista desde a Antiguidade, a Universidade moderna teve suas origens na Europa do séc. XII, conforme a opinião mais aceita, e deve sua forma atual às universidades de Bolonha, Paris e Oxford, que surgiram durante o século XIII. Apesar de ter sofrido influências e transformações oriundas da Renascença, da Reforma e do Iluminismo, a Universidade permaneceu basicamente a mesma e é uma das instituições mais antigas e estáveis do mundo ocidental.

As universidades medievais surgiram graças a diferentes fatores, como atender à crescente demanda de pessoas em busca de educação, o desejo idealista de obter conhecimento, a resistência ao monopólio do saber pelos mosteiros, a vitalidade das escolas mantidas pelas catedrais e o desejo de reformar o ensino. Todavia, elas tinham um objetivo comum, uma mesma missão, que era a busca do conhecimento unificado que permitisse a compreensão da realidade.

Universitas, na Idade Média, era um termo jurídico que, empregado para as escolas, significava um grupo inteiro de pessoas engajadas em ocupações científicas, isto é, professores e alunos. Só mais tarde o termo viria a significar uma instituição de ensino onde essas atividades ocorriam. Tal designação já aponta para a tarefa que pessoas diferentes tinham em comum: a busca da verdade em meio à pluralidade de compreensões. Esse alvo requeria uma síntese das diferentes visões e compreensões de mundo, um campo integrado que desse sentido aos mais diversos saberes. O princípio subjacente à criação das universidades, portanto, era a procura das verdades universais que pudessem unir as diferentes áreas do conhecimento. Daí o nome “universidade”.

Quando as universidades medievais surgiram, a cosmovisão cristã que dominava a Europa fornecia os pressupostos para essa busca da unidade do conhecimento. Hoje, a visão cristã de mundo é excluída a priori em muitas universidades modernas pelos pressupostos naturalistas, humanísticos e racionalistas que passaram a dominar o ambiente acadêmico depois do Iluminismo. Tais pressupostos não têm conseguido até o presente suprir uma base comum para as diferentes áreas do saber. A fragmentação do conhecimento tem sido um resultado constante na Academia, como se as diferentes disciplinas tratassem com mundos distintos e contraditórios.

Lamentavelmente, hoje, muitas universidades viraram multiversidades ou diversidades, abandonando a busca de um todo coerente, de uma cosmovisão que dê sentido e relacionamento harmônico a todos os campos de conhecimento. Esse fenômeno se verifica primariamente na área das ciências humanas; todavia, nem mesmo a área das exatas lhe é totalmente imune, como testemunham as diversas percepções, por vezes conflitantes entre si, na matemática, física e química.

Conforme Allan Harman escreve:

As universidades em geral não mais possuem um fator integrador. A palavra “universidade” tem a idéia de unidade de conhecimento ou de abordagem. Derivada do latim “universum” refere-se à totalidade ou integração. Claramente o conceito era de que, dentro de uma universidade, havia aderência a uma base comum de conhecimento que interligava o ensino em todas as escolas.
Edgar Morin, intelectual francês contemporâneo, percebe corretamente essa fragmentação do conhecimento e da educação nas diversas obras que tem publicado.

Para ele,

... o sistema educativo fragmenta a realidade, simplifica o complexo, separa o que é inseparável, ignora a multiplicidade e a diversidade... As disciplinas como estão estruturadas só servem para isolar os objetos do seu meio e isolar partes de um todo. Eliminam a desordem e as contradições existentes, para dar uma falsa sensação de arrumação. A educação deveria romper com isso mostrando as correlações entre os saberes, a complexidade da vida e dos problemas que hoje existem.

2) Entendendo a Pluralidade

É evidente que existe uma grande pluralidade ou diversidade no mundo. A criação de Deus é plural, a humanidade feita à imagem dele é plural, as culturas são plurais, as idéias são plurais. Há uma enorme e fascinante diversidade na realidade que nos cerca. Para nós, essa impressionante variedade da existência revela a riqueza, o poder e a criatividade de Deus, conforme a Bíblia registra no Salmo 104.24,

Que variedade, Senhor, nas tuas obras!
Todas com sabedoria as fizeste;
cheia está a terra das tuas riquezas.

Tal entendimento em nada compromete nossa busca na academia por verdades absolutas e universais. As dificuldades surgem quando se confunde pluralidade com relativismo radical e absoluto. Esse último nega os conceitos de unidade, igualdade, harmonia e coerência que existem no mundo, entre idéias, pessoas e culturas. O relativismo total pretende desconstruir o princípio implícito de verdade absoluta, de valores, conceitos e idéias que sejam válidos em qualquer lugar e a qualquer tempo. Nesse sentido, a pluralidade se confunde com o relativismo que domina a mentalidade contemporânea, sendo entendida como a convivência de idéias e concepções contraditórias que devem ser igualmente aceitas, sem o crivo do exame da veracidade e sem que uma prevaleça sobre a outra, visto serem consideradas todas verdadeiras.

Para nós, que somos uma Universidade que se orienta por um conjunto de fundamentos – no caso, a fé cristã reformada –, a pluralidade, entendida como diversidade, é muito bem-vinda. A enorme variedade que caracteriza nosso mundo não anula de forma alguma a existência de verdades gerais e universais. Quando, todavia, a pluralidade é entendida como relativismo total ou sistema de contradições igualmente válidas, precisamos analisar o assunto com mais cuidado.

3) Desafios da Pluralidade

O relativismo absoluto gera diversos problemas de natureza prática, como, por exemplo, a dificuldade de se viver o dia a dia de forma coerente com a crença de que tudo é relativo. Mesmo os relativistas mais radicais são obrigados a capitular diante da inexorável realidade: a vida só pode ser organizada e levada à frente com base em princípios, valores e leis universais que sejam observados e reconhecidos por todos. Concordamos com Edgar Morin quanto à sua percepção da complexidade da vida e da existência . Todavia, entendemos que o reconhecimento de que todas as áreas de atividades e conhecimento são complexamente interligadas reflete um propósito unificado e uma origem única, apontando para o Criador. É evidente que essa interligação das partes com o todo, e vice-versa reforça a possibilidade de se buscar princípios e valores universais que permeiam e regulam o universo de conexões e aderências.

Dificilmente o ser humano consegue conviver em paz com o relativismo absoluto. Existe uma busca interior em cada indivíduo por coerência, síntese e unidade de pensamento, sem o que não se pode encontrar sentido na realidade, um lugar no mundo e nem mesmo saber por onde caminhar. Acreditamos que este ímpeto é decorrente da imagem de Deus no homem, um Deus de ordem, de propósitos, coerente e completo.

Para muitos, o ideal do pluralismo de idéias no ensino significa simplesmente que a Universidade deveria ser o local neutro onde todas as idéias e seus contraditórios tivessem igualdade de expressão, cabendo aos alunos uma escolha, ou não, daquelas que lhe parecerem mais corretas. Todavia, conforme bem escreveu Robert P. Wolff, a neutralidade da Universidade diante dos valores é um mito. É inevitável o posicionamento ideológico diante das questões da vida e do conhecimento. Esse ponto é inclusive reconhecido, ainda que timidamente, pela Lei de Diretrizes e Bases, quando define as universidades confessionais como aquelas que “atendem a orientação confessional e ideologia específicas.”

4) Verdade

As universidades de orientação confessional cristã há muito têm procurado desenvolver um modelo acadêmico em que a busca da verdade seja feita a partir da visão de mundo cristã em constante diálogo com a pluralidade de idéias e com a diversidade de visões e entendimentos. Não é tarefa fácil diante do mundo pluralista em que vivemos, a ponto de que alguns têm defendido que as próprias universidades confessionais desistam desse ideal.

Diante do quadro de fragmentação do saber e do relativismo que domina, em várias instâncias, a mentalidade universitária, afirmamos a existência, a realidade e a importância da verdade, de conceitos que são universalmente válidos em todas as áreas do conhecimento e da vida. Aqui, afirmamos as seguintes “verdades sobre a verdade":

1. A verdade é descoberta e não inventada. Ela existe independentemente do conhecimento que uma pessoa tenha dela. Ela existe fora de nós e não somente dentro de nós.

2. A verdade é transcultural. Se algo é verdadeiro, será verdadeiro em todas as culturas e tempos, ainda que sua expressão possa variar de acordo com o ambiente vivencial das pessoas.

3. A verdade é imutável, embora a nossa crença sobre ela possa mudar. Ela permanece a mesma, o que é relativo é nossa percepção dela.

4. As crenças das pessoas não podem mudar a verdade, por mais honestas e sérias que sejam.

5. A verdade não é afetada pela atitude de quem a professa ou de quem a nega.

Conclusão

Reconhecemos a diversidade e a complexidade das idéias, conceitos, costumes e valores existentes. Questionamos, todavia, que a pluralidade implica na total relativização da verdade. Afirmamos a existência de idéias e valores absolutos, princípios e verdades espirituais, éticas, morais, epistemológicas universais.

Cremos que o Cristianismo bíblico fornece o fundamento para a compreensão da realidade como um todo coerente, sempre levando em conta a fabulosa variedade da existência humana.

Encorajamos os alunos, os professores e o pessoal administrativo do Mackenzie a refletir sobre o fato de que a pluralidade, entendida como saudável diversidade, dentro de referenciais e sem a negação da verdade, enriquece o conhecimento humano e leva à melhor percepção de nós mesmos, de nosso mundo e de nosso Criador.

Rev. Dr. Augustus Nicodemus Lopes
Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie


FONTE: http://www.mackenzie.br/ano2007000.html

Prof. Luis Cavalcante - http://luis-cavalcante.blogspot.com