terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A ALEGRIA PASSAGEIRA DO CARNAVAL

Estamos em pleno feriado de carnaval. Data esperada com grande expectativa por muitos e considerada a grande festa do povo brasileiro. Há pessoas que se dedicam durante meses para esta folia anual. Nesta época parece que todos estão “alegres”, “felizes”. E não há nada de errado em querer ser feliz. Aliás, tal anseio é uma experiência humana universal, e é algo bom, não pecaminoso. No entanto, a felicidade, a alegria verdadeira, profunda e permanente só pode ser encontrada em Deus. A alegria, vista nos carnavais, não tem nada a ver com Deus. Tal “alegria” vem da fantasia de se imaginar livre, solto, sem censura e sem limites, onde se pode ver sentir e fazer "o que der na cabeça".

O carnaval é uma festa em que a grande maioria das pessoas procura colocar de lado seus aborrecimentos, esquece as dívidas, afoga as mágoas na bebida e “cura” a solidão caindo na folia. No entanto, isto é um ledo engano que Satanás colocou no coração das pessoas, que para haver alegria é necessário que haja insensatez, falta de limites e libertinagem.

A dor provocada pelos excessos, promiscuidade, paixões desenfreadas e bebedeiras, trazem conseqüências que criam marcam profundas na vida das pessoas. Casamentos desfeitos, adolescentes grávidas, aumento das doenças sexualmente transmissíveis, roubos, furtos, mortes, etc. Além disso, podemos afirmar que, na realidade, toda esta folia pode estar escondendo um grande vazio atrás das máscaras e sorrisos. As pessoas tentam esconder ou esquecer algo nestes carnavais. Talvez uma mágoa, uma frustração na vida sentimental, uma grande decepção na família, amigos ou uma desilusão qualquer e se esquecem que a alegria do carnaval dura poucos dias.

Esta alegria é só uma fantasia. Na quarta-feira, tudo vira cinzas e é difícil de ser suportada. Alguns tentam prolongar um pouco mais esta fantasia e caem na folia mais alguns dias. Mas depois esta “alegria” tem seu fim. Cai-se na real. Volta-se à pobreza, à falta de emprego, de dinheiro, de perspectivas de crescimento pessoal, de falta de moradia digna, de miséria familiar.

Mas a alegria que encontramos em Deus não é passageira. Ela é fruto do nosso relacionamento íntimo com Deus. Uma alegria que pode realmente ser experimentada quando conhecemos o Senhor Jesus Cristo. Quando experimentamos o seu amor, seu perdão, e a vida nova que Ele nos dá. Davi declara: “na tua presença há plenitude de alegria...”(Sl 16:11a).

Podemos nos alegrar no Senhor (Fl 4.4). Esta alegria, sim, é permanente; dura todos os dias da vida e não apenas quatro dias. Ela é eterna, e permanece mesmo diante das circunstâncias e situações adversas, pois não depende delas.

Alegrai-vos, no Senhor.

Rev. Gildásio Reis

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